Prazer em Servir

A simplicidade do Cafofinho da Tia Dica

As receitas regionais e a simplicidade do local, são os principais atrativos do restaurante localizado no Centro Histórico

Quem visita o Centro Histórico de São Luís e faz um passeio pelas ruas estreitas, entre os casarões coloniais, deve ficar atento para não passar despercebido pelo Cafofinho da Tia Dica, no Beco da Faustina, Centro Histórico.
O lado de fora do restaurante, que há oito anos funciona na Rua Magalhães de Almeida, na Praia Grande, é discreto, com fachada típica, e não chama muita atenção, mas é só entrar e passar pela porta de madeira para perceber o porquê do nome. O teto de madeira trançada, o amarelo vivo nas paredes, os quadros coloridos e que retratam a rotina local… As mesas de madeira reciclada e os azulejos no centro de cada uma que as tornam interessantes e diferentes. O pequeno bar na parte interior tem a parede revestida de pedra e filtros de cachaça dispostos sobre o balcão para acrescentar na decoração, pensada pela dona Dica, cozinheira de mão cheia que dedica boa parte do tempo ao restaurante.
Após vários anos trabalhando como cozinheira, a chef do cafofinho charmoso no Centro Histórico, desde que resolveu apostar no estabelecimento próprio, tem conquistado o paladar de maranhenses e turistas. A simplicidade faz com que às vezes ela passe despercebida entre os clientes, que acham que a Tia Dica é uma lenda. “As pessoas às vezes passam por mim e nem percebem quem eu sou, acham que sou uma lenda e, quando me chamam, eles se surpreendem comigo. Muitos eram até acostumados a me olhar, mas sem saber quem eu era”.

Arroz do cafofo feito com frutos do mar
Foto: Karlos Geromy/ O Imparcial

Com uma equipe de funcionários já experientes na casa, dona Dica, de domingo a domingo, está pronta para receber os clientes para o almoço ou jantar.
“Eu comecei a trabalhar com pratos feitos que tinham sugestões diárias e depois aluguei esse ponto maior e desde então sigo trabalhando. Antes o movimento maior era à noite, mas depois por questões de segurança as pessoas passaram a visitar durante o dia e a gostar da comida. No horário de almoço, a casa é sempre cheia e às vezes tem até fila”, informa a chef.
Os pratos são regionais e trazem receitas características da cozinha maranhense, como o arroz do cafofo e o peixe à moda cafofo. O primeiro lidera a lista dos mais pedidos do restaurante e pode ser encontrado em três porções diferentes – para duas, quatro ou seis pessoas – e leva arroz, camarão, mexilhão, polvo, sururu, sarnambi, peixe e lula e uma mistura de temperos que são segredos da casa. Os pratos são ideais para o almoço, que começa a ser servido a partir das 11 horas da manhã.
Já para quem prefere visitar o local à noite e gosta de um bom petisco, a sugestão é o bolinho de bacalhau feito com massa de macaxeira, acompanhado de geleia de pimenta, e o pastelzinho de vatapá. “A especialidade da casa são frutos do mar, mas temos um cardápio bem variado com sugestões de carnes, de sol, picanha e filé mignon, e os demais pratos são focados em peixes e camarão”, acrescenta.

Pastelzinho de Vatapá
Foto: Karlos Geromy/ O Imparcial

O cardápio com pratos quentes e petiscos está disponível durante todo o horário de funcionamento do restaurante, que segue até as 23h. Com exceção do domingo, que abre somente para o almoço, o atendimento é feito mediante a reserva.

Arroz do cafofo
Duas Pessoas: R$ 65
Quatro pessoas: R$ 94
Seis Pessoas: R$142
Petiscos
Bolinho de bacalhau porção com seis unidades: R$ 22
Pastelzinho de vatapá porção com seis unidades: R$ 15


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