QUARENTENA

Influenciador digital encontra na cozinha uma alternativa terapêutica

Francisco Garcia conta como cuida do tempo durante o isolamento social e compartilha suas experiências gastronômicas

Francisco Garcia com Fátima Bernardes, durante sua participação no Programa “Encontro”, da Rede Globo.

Não tem como negar que a nossa vida após a pandemia será outra. Os malefícios sabemos que são gigantescos, mas temos que concordar, é possível encontrar benefícios importantes, a exemplo dos cuidados que precisamos ter não apenas com a nossa saúde e saber reorganizar o tempo de uma forma diferente e mais produtiva.

O entrevistado de hoje tinha uma vida bem agitada antes da pandemia, viagem atrás de viagem circulando por todo Maranhão e o Brasil, conversando com a população e apresentando o seu projeto para debater sobre outro assunto importante, a Aids, uma conversa para desmistificar a infecção sexualmente transmissível.

Francisco Garcia, jornalista, influenciador digital e palestrante motivacional, possui hoje 267 mil seguidores na sua conta no Instagram, sabe a importância que tem em influenciar seus seguidores que estão em casa e que podem, infelizmente, através de um isolamento social, principalmente para quem tem uma vida ativa agitada, chegar a uma depressão, caso não encontrei alternativas para “driblar” à ansiedade. É pensando nisso que ele buscou a nossa famosa culinária regional, sem precisar usar as famosas “lives”, que milhões de pessoas estão utilizando, apenas com story e em seguida publicação do passo a passo no seu canal no IGTV.

São receitas simples, fáceis e prazerosas. Ele ao mesmo tempo, vai descobrindo com o seu público, uma nova paixão: a gastronomia. Confira o nosso bate-papo!

VOCÊ, GASTRÔ?! – Não podemos iniciar o nosso bate-papo sem perguntar quais os seus cuidados para não contrair o novo coronavírus?

FRANCISCO GARCIA – Eu tenho saído só o necessário de casa e quando saio, sempre utilizo máscara, álcool em gel, cuidados redobrados em tempo. Evito receber pessoas em casa, e quando alguém envia um recebido, ou delivery, sempre busco higienizar, passo álcool na sacola. Evito o contato o máximo possível.

VCG – Acostumado a viajar pelas cidades do Maranhão e estados vizinhos como o Francisco Garcia cuida do seu “isolamento social” em sua casa em Balsas / MA?

F.G – Depois de rodar o Brasil com palestras e o projeto, eu me reencontrei dentro de casa. Para passar o tempo, ocupar o tempo da melhor forma possível, eu tenho focado em aprender a cozinhar, além de prazeroso, faz bem. E eu tenho focado muito nas receitas simples. Por onde passei com o projeto, eu puder provar um pouco da culinária de cada canto do Maranhão. Apesar de morarmos todos em um único estado, as pessoas daqui, são campos totalmente diferentes, por exemplo, aqui no Sul do Maranhão, as pessoas não tem o costume de comer o arroz de cuxá, a maioria das pessoas nem sabem o que é o cuxá, aqui, já em São Luís são outros costumes bem diferentes, a exemplo do sururu, aqui a gente não tem esse costume em comer, então diversas peculiaridades que encontrei pelo Maranhão e agora tenho colocado a mão na massa até para relembrar o projeto.

VCG – Entre um ajuste e outro durante a reforma na sua casa, um destaque fica para culinária. Os seus seguidores estão conhecendo e aprendendo com você receitas básicas de uma forma bem divertida. Olhar a sua mãe cozinhando, aumentou o seu amor pela gastronomia?

F.G – Com certeza a minha maior inspiração é a minha mãe. Desde criança eu a acompanho preparando diversas comidas, somos paraibanos, mas vivemos no Maranhão quase 30 anos, então ela tem esse tempero nordestino, então para mim ela é a minha grande inspiração e é quem me motiva. Às vezes estou em casa e surge dúvida, troco ideias com ela e vou aprendendo mais sobre esse tempero de mãe que é único.


V.G – Qual receita mais complicada preparada por você?

F.G – Sem sombra de dúvidas a receita que achei mais complicada foi o pudim. Porque requer além de atenção, habilidade para que ele saia na textura correta. Eu tentei fazer e não deu muito certo, é a terceira vez que faço e me atrapalho, então o pudim tenho um negócio com ele.

 

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Alguém sabe onde errei ? #receitassaudáveis #receitas #anamariabraga #eduguedes #falhanossa

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V.G – Podemos dizer que cozinhar é uma terapia também nesse momento?

F.G – Com certeza, a melhor. Uma das melhores terapias para ocupar a mente nessa quarentena é cozinhar. Além de passar o tempo, você se diverte, aprende, não só aprende o manejo dos preparos, mas aprende que o principal segredo é o amor, o carinho, e isso faz toda a diferença. A comida fica com um tempero incrível. Recomendo você que não tem habilidade na cozinha para começar, o meu primeiro arroz ficou aguado, o segundo papa, e depois ficou um arroz soltinho. Então aos poucos você vai aprendendo e se sentindo um Master Chef.

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