ENTREVISTA / CORONAVÍRUS

Setor gastronômico do Maranhão tem queda de 80% e existe a possibilidade de falência

Segundo Abrasel, o colapso econômico pode levar empresas à falência

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Com o avanço dos casos do coronavírus no país e em especial no Maranhão algumas áreas importantes são impactadas imediatamente, a exemplo do setor gastronômico. O primeiro impacto foi com a China, porque é um grande produtor industrial, a diminuição de sua atividade econômica não é nada alvissareira para a economia mundial, muito menos ao Brasil.

Exportamos muitos produtos a China, a exemplo dos alimentos, além disso importamos muita farinha de trigo e aço, esse, especialmente da China.

Segundo Gustavo Araújo, Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Maranhão (ABRASEL – MA), na última semana, antes do decreto oficial do Governo do Estado para fechamento dos restaurantes e bares, esse setor teve uma queda que chegou a 80%. “Através das informações que partem de todos os empresários do setor gastronômico e toda alimentação fora do lar, na última semana reduziu os seus faturamentos de 50 a 80%, agora com o fechamento de todos os estabelecimentos e liberados somente a plataforma de delivery, os mesmos devem manter uma média de 10 a 15% de suas demandas, ou seja, não se viabiliza comercialmente falando, mas é a única alternativa que se tem”, explica.

Gustavo Araújo, Presidente da Abrasel no Maranhão.

DESEMPREGO

Aos funcionários desses estabelecimentos que estão com medo sobre o emprego, a ABRASEL alerta que vem buscando medidas com o Governo Federal. “Nós estamos aguardando uma medida que vem sendo estudada pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes. O Presidente da Abrasel Nacional esteve com o Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro na última terça-feira em Brasília para negociar com o Governo, a possibilidade arcarem com esse conta, de um salário mínimo por funcionário, evidentemente para aqueles que tem carteira assinada e trabalham dentro dessa atividade.  Os empresário não tem outro recurso e vamos entrar em um colapso econômico, porque aqueles que não trabalhavam com delivery, agora buscam essa alternativa para não ficarem parados, porém vamos ter o mesmo mercado e agora com mais competividade, ou seja, não vai ter uma musculatura para todo mundo, não vai ter poder econômico para todos, sem contar que, os supermercados estão abarrotados de gente, as pessoas estão indo ao Supermercado e saem com os carrinhos cheios, com produtos para dois ou três meses em suas casas, com isso, possivelmente cairá a procura também por delivery, então o setor de bares, restaurantes, lanchonetes e todo seguimento de alimentação fora do lar está completamente comprometido, até porque essa é a indústria que mais emprega e gera economia ao nosso país hoje, então o colapso econômico vai ser real e nós recuperaremos isso em um prazo indeterminado, até porque vivemos dentro de uma crise econômica a cinco anos, isso já era uma realidade, portanto, o que vem acontecendo agora por conta do Coronavírus (COVID-19) é mais um impacto na economia local, nacional e mundial, ou seja, não temos previsão de como iremos recuperar os nossos negócios e adianto já, muitos empresários irão falir os seus negócios e muitos “empresários ficarão desempregados”, lamentavelmente essas são as verdadeiras informações e nós não podemos somente aceitar isso, precisamos nos unir e pensar em soluções e alternativas para que nossa gente não passe fome”, comenta o Presidente da Abrasel do Maranhão.

DECRETO

O governado Flávio Dino editou na tarde deste sábado  (21), o Decreto n° 35.677 suspendendo atividades comerciais e serviços não essenciais em todo estado do Maranhão para reduzir a circulação de pessoas e evitar contaminações com o coronavírus. As atividades e os serviços não essenciais, a exemplo das academiais, shopping centers, cinemas, teatros, restaurantes, lanchonetes, centros comerciais, lojas e estabelecimentos congêneres.

Os restaurantes, lanchonetes e congêneres poderão manter o serviço de entrega delivery para funcionamento, ou retirada do produto no próprio estabelecimento, por meio do sistema drive-thru.

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