Muito além do limão

Descubra novas formas de preparar ostra

Bastante consumidas no litoral do estado, as ostras são mais conhecidas em seu estado natural, cruas, servidas apenas com limão. Mas o que não falta é opção para variar a forma de apreciar o molusco

Oi. Hoje eu quero falar com você que AMA ostras. É! Você mesmo! Você que não resiste àquele gostinho de mar; você que acha o máximo sugar o molusco geladinho e com bastante limão; você que, quando vai à praia não deixa de fazer um pit stop no moço do isopor (ou ele faz na sua mesa, né?!). Você aí, que é tudo isso, já imaginou que existem DEZENAS de maneiras diferentes de apreciar essa iguaria que não apenas com o clássico limãozinho???

Pois é! Foi o que a gente descobriu durante a aula do Chef Jaime Barcelos, o “comandante” do famoso restaurante Ostradamus, de Florianópolis. O nome da casa e do chef são tão famosos que já quase se fundem. Durante o 31º Encontro Abrasel, sediado em São Luís nestes dias 15 e 16, Jaime Barcelos compartilhou com a plateia três possibilidades de preparo das ostras. E é claro que a gente acompanhou tudo pra contar pra vocês. Nesta matéria, vamos mostrar uma receita. As outras duas, a gente “entrega” mais pra frente…

A primeira receita executada alia novas combinações de sabores às ostras e é uma das mais servidas no Ostradamus, ou seja, é sucesso! Confira:

INGREDIENTES

– 12 ostras cozidas no vapor           

– 40ml de azeite

– 50g de gengibre

– 1 colher/sopa de mel

– ½ taça de conhaque para flambar

Chef Jaime Ostradamus Barcelos, do restaurante Ostradamus, de Florianópolis.

PREPARO:

Aqueça o azeite e acrescentes as ostras, o gengibre e o mel. Cozinhe brevemente, cerca de um minutinho. Adicione o conhaque e faça o processo de flambar por poucos segundos. Deixe reduzir um pouquinho e pronto.

Jaime Barcelos explica que as ostras não podem cozinhar demais, senão desidratam. Para este prato, ele sugere de acompanhamento um pãozinho de amêndoas, que pode ser embebido no “caldo” que ficar na panela.

Neste prato, os toques adocicado, ácido e alcalino harmonizam perfeitamente com o “sabor de mar” das ostras (Foto: Clarissa Gomes)

Conversando com o Chef

Durante sua apresentação no 31º encontro Abrasel, o Chef Jaime Barcelos chamou atenção para a beleza da cozinha com simplicidade, aquela que vai além da imagem do prato, em que o resultado deve ser bonito, mas, sobretudo, saboroso. “O encantamento está no simples. Muitas vezes a gente aprende a fazer comidas muito elaboradas, até de outros países, mas não aprendemos a fazer a comida da nossa mãe, e a comida brasileira passa pela simplicidade”, declara Jaime.

É claro que uma comida bonita faz toda diferença, afinal, é clichê mas é verdade que comemos primeiro com os olhos. Mas concordamos com o Chef Jaime Barcelos de que nada adianta um prato visualmente sofisticado em que, porém, falta sabor.

“O consumidor de gastronomia hoje é um consumidor com cultura, que vai para o restaurante em busca de um momento de alegria, de prazer; que transformou o momento de comer em um momento de felicidade”, afirma Jaime.

E quem poderia discordar? Comida boa é mesmo aquela que nos faz sentir feliz, seja como for. Pra quem torce o nariz para novas experiências que fogem do comum e tradicional, como combinar ostra com figos e queijo, por exemplo, vale repensar a relação com a comida. Vale também repensar a relação com a simplicidade; que pode ganhar sabores, cores, texturas, sem deixar de ser essencialmente simples.

Então, seja comendo ostra só com limão, na beira da praia, ou com figos e queijo na sua casa ou em um restaurante, o que importa mesmo é que você esteja feliz com o que está comendo.