TRADIÇÃO

Saiba um pouco da história do “Japonês do Pastel” em São Luís

Desde 1988, quando chegou a São Luís Massaharu Minei, mantem a tradição de produzir e vender o famoso pastel recheado

Massaharu Minei, mantem a tradição de produzir e vender o famoso pastel recheado (Foto: Karlos Geromy/ O Imparcial)

Quem passava pela Praça Deodoro, no Centro de São Luís, nos anos entre 1988 a 1995, deve se lembrar do trailer que oferecia o crocante e recheado pastel do japonês. Frito na hora, o produto era um dos mais vendidos no local naquele período e, não por acaso, era produzido por quem entende do assunto, o paulista e descendente de família japonesa Massaharu Minei, de 70 anos, conhecido como “Japonês do Pastel”.

Antes de vir para o Maranhão, ele morou em São Paulo e foi lá, acompanhando o pai, que Minei aprendeu a fazer o pastel, que até hoje é comercializado.

“Eu comecei a trabalhar com pastel aos oito anos de idade, ajudando meu pai onde nasci. Em São Luís, eu cheguei em 1988 e trabalhava na Praça Deodoro. Na época, o prefeito era Jackson Lago, que achou interessante a minha maneira de trabalhar e me deu uma licença de quatro anos para ficar na praça. Depois da Deodoro, eu fui trabalhar no Reviver. Foi então que mudei a maneira de trabalhar e aí comecei a fazer pastel para vender no atacado”, explica.

Atualmente, a maioria da produção que faz é para venda no atacado, para lanchonetes em diversos pontos da cidade. Mas ainda serve os pastéis para antigos e novos clientes em unidade, vendidos na casa onde mora no Largo do Caroçudo, no bairro Madre Deus. E mesmo passados tantos anos, a qualidade continua a mesma. Apesar das vendas não serem como nos anos 1980 e 1990, ele consegue manter cartela de clientes. “Quando eu trabalhava na Praça Deodoro, ganhei muito dinheiro, porque eu fabricava e vendia no varejo, então o lucro é mais que o dobro, diferente de quando a gente fabrica e revende. É como trocar meia dúzia por oito”.

(Foto: Karlos Geromy/ O Imparcial)

Ele revende em grandes quantidades o pastel pronto para fritar e também só a massa, em três tamanhos diferentes. Os recheios também mudaram ao longo dos anos. Na lista de opções, tem sabores de carne, carne com queijo, calabresa, frango, frango com queijo, pizza com molho de manjericão, carne de sol, filé com queijo e até lasanha. Em casa, as vendas se iniciam sempre a partir das 17h, com opções de sabores tradicionais por R$ 4 e especiais por R$ 6, 50.

“O diferencial do nosso pastel é porque a gente veio de São Paulo. Lá tem uma cooperativa e, qualquer mudança que tenha na massa ou no recheio, a nossa cooperativa me informa, para que eu possa acompanhar a qualidade do pastel. Eu não fico parado, estou sempre inovando, vou para São Paulo também, observamos a qualidade do trigo, da carne, a maneira de preparar e os temperos, tudo eles mandam pra gente. O nosso segredo mesmo é fazer com cuidado e carinho”, pontua Minei.

De pai para filho

Haruo Minei aprendeu com o pai a comercializar pastel. Há cerca de um ano, ele inaugurou a loja Japonês Rei do Pastel, nome que, não por acaso, faz jus à história da família. A massa que o pai elabora é a base para pastéis com mais de 22 sabores diferentes. “Eu sou o único dos filhos que nasceu pra esse ramo e que dá seguimento. Graças a Deus, descobri meu dom muito cedo, aos 14 anos, e desde lá abri mão dos meus estudos. Estudei até a 4ª série e decidi seguir os mesmos passos que meu pai”, acrescentou Haruo Minei.

Endereço: Avenida Rui Barbosa, nº 116, bairro Madre Deus.

 

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