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Cozinheiros vem ao MA durante evento de valorização de ingredientes locais

O Enchefs está sendo preparado pela Associação Maranhense de Artesãos Culinários (Amac) e acontece de 28 a 30 de agosto

Profissionais com destaque na gastronomia, em diversos estados brasileiros, vão participar da segunda edição do Enchefs-MA. O evento, além de estar focado na eleição de profissionais que atuam na área, vai ser oportunidade para a discussão sobre a valorização da gastronomia local, utilização dos ingredientes em receitas inovadores, criando uma cultura que permita o reconhecimento dos insumos maranhenses.

O concurso será realizada de 28 a 30 de agosto. A edição especial deste ano está sendo preparada pela Associação Maranhense de Artesãos Culinários (Amac), com uma proposta ampla, que destaca a cultura maranhense em suas diversas formas: história, tecnologia, moda, turismo e principalmente a gastronomia.

Profissionais maranhenses vão disputar as três categorias do concurso – Comissão de pesquisa; indicação popular através da internet e indicação de chefs premiados das edições anteriores. Além destes, vários chefs vão participar do Enchefs-MA, com aulas-show, nas quais devem ensinar a preparar receitas e técnicas que utilizam na rotinas de seus restaurantes.

Gastrônomo, especializado em panificação Marco Antônio

Tradicional, mas com toque maranhense

O evento será motivo pelo qual o gastrônomo e especializado em panificação Marco Antônio deve visitar pela segunda vez o Maranhão.

Consultor do Centro Gastronômico Requinte, uma das maiores padarias de São Paulo, ele há cinco anos esteve em São Luís, mas na ocasião não teve grandes experiências com a gastronomia local. Agora, além de poder aproveitar para explorar os temperos da cidade, ele, que vem de uma geração de padeiros, vai ensinar uma receita tradicional das padarias de São Paulo.

“Levarei ao evento um pão doce típico de padarias de São Paulo, mas quero adicionar algum ingrediente da região, talvez uma fruta. Estou pesquisando e aberto às sugestões”, diz Marco Antônio.

A importância do que se tem

Paraense Ângela Sicilia

A paraense Ângela Sicilia também foca o trabalho dando importância aos itens regionais nas suas receitas. À frente do Famiglia Sicilia, restaurante com duas décadas de existência e incontáveis prêmios, a chef mantém a tradição das receitas da “mamma” e ainda inovou com criações “ítalo-amazônicas”, entre elas, receitas italianas com ingredientes típicos da cozinha paraense: jambu, tucupi, filhote e tapioca, por exemplo. Na sua segunda visita a São Luís, ela vai ministrar aula-show com o tema “Do Maranhão para o mundo”. A intenção é, assim como faz no estado onde mora, despertar entre os participantes a importância que os ingredientes locais tem.

“Este ano, darei uma aula mostrando a importância da valorização dos ingredientes regionais. A culinária maranhense é riquíssima, pouco divulgada, gosto muito da culinária desse estado”, pontua Sicilia.

Valorizando a prata da casa

Já o publicitário Beto Bellini, que ganhou notoriedade na gastronomia participando do programa Cozinheiros em Ação, apresentado pelo chef Olivier Anquier, no GNT, pela primeira vez vai estar no Maranhão e poderá experimentar os pratos maranhenses. “O Maranhão, para mim, apesar de estar localizado na Região Nordeste, é um dos primos mais próximos que nós do Norte temos. São muitas coisas em comum e muito ainda a ser descoberto e valorizado”, pontua.

Defensor da valorização de ingredientes e gastronomia local, Bellini vai compartilhar experiência de trabalhos que realiza em Roraima, buscando o reconhecimento de insumos. “O que mais desejo compartilhar nesta edição do Enchefs-MA é algo que venho batalhando também aqui em Roraima: a valorização dos ingredientes, das receitas, dos profissionais, enfim, de toda a cadeia produtiva da culinária e da cultura local. Assim como o Pará já faz há alguns anos e o Amazonas começou a fazer, nós também precisamos levantar bem alto a bandeira da gastronomia local. Só assim conseguiremos ser vistos e ter nosso merecido reconhecimento pelo resto do Brasil e, por que não, do mundo. Tenho absoluta certeza que competência profissional para isso não falta. Precisamos estar unidos em torno de um objetivo comum, precisamos de pesquisa incansável, da geração de conhecimento acerca dos nossos ingredientes locais e também uma grande dose de ousadia. Mais do que apenas cozinhar, espero contagiar os maranhenses com esse movimento”, explica.

 

 

 

 

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