MERCADO

Abastecimento do mercado de vinhos no Brasil tem crescimento

Levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) considera as vendas dos produtos nacionais e importados. País responde por cerca de 65% do total de itens comercializados

O abastecimento do mercado de vinhos no Brasil registrou um crescimento de 3% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2016. Foram cerca de quatro milhões de litros a mais, entre os produtos estocados e os que estão disponíveis nas prateleiras, nos primeiros seis meses. Os dados foram apurados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e levam em conta as operações envolvendo os vinhos nacionais e a importação de rótulos estrangeiros. De janeiro a junho foram 142.384.337 litros, enquanto que nos primeiros seis meses de 2016 ocorreu a comercialização de 138.256.246 litros pelas vinícolas brasileiras e importadores.

Mesmo com a liderança do vinho brasileiro no mercado interno, que detém cerca de 65% de participação – incluídos os vinhos de mesa, finos e espumantes –, o maior crescimento ocorreu nas importações de vinhos. Houve um aumento de quase 40% na entrada de produtos estrangeiros no país, enquanto que o desempenho do vinho nacional teve um recuo de aproximadamente 10%.

O presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, destaca que a entrada de produtos da safra deste ano – que ultrapassou os 750 milhões de quilos – pode impulsionar um resultado melhor para o vinho brasileiro em comparação com o primeiro semestre. De acordo com o dirigente, a venda direta ao consumidor, ligada às visitas em vinícolas com projetos voltados ao enoturismo, está entre as apostas para a retomada das vendas no mercado interno. “Estamos atravessando um período de dificuldade na competição com os rótulos importados nas grandes redes de supermercados, muitos com grandes volumes de importação direta. Tivemos um aumento no mercado de vinhos, mas que está sendo melhor aproveitado pelos importados, que conseguem ser mais competitivos, trabalham com as redes desenvolvendo marcas próprias para elas e ainda partem dos países de origem com preços mais baixos devido a incentivos à vitivinicultura que possuem”, explica.

A perspectiva dos dirigentes de melhores resultados no segundo semestre é corroborada pela série histórica dos últimos cinco anos. Com exceção do ano de 2016, quando houve quebra de safra, as vendas no segundo semestre foram 30% superiores, em média, em comparação com os primeiros seis meses de 2012 a 2015.

Confira o desempenho de vendas no 1º semestre deste ano

  • Vinhos brasileiros (mesa e vinífera): 88 milhões de litros, de janeiro a junho, o que representa queda de 9,6% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram comercializados 97,4 milhões de litros.
  • Espumantes brasileiros: 3,9 milhões de litros vendidos, queda de 13,4% na comparação com o primeiro semestre de 2016, quando foram comercializados 4,5 milhões de litros.
  • Sucos de uva prontos para o consumo: 44,8 milhões de litros, queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior
  • Total global (todos os produtos vitivinícolas brasileiros): venda de 156,9 milhões de litros, queda 8,6% em relação ao primeiro semestre de 2016.
  • Importação de vinhos: 48,4 milhões de litros, aumento de 37,9% em relação a 2016.
  • Importação de espumantes: 1,93 milhões de litros, crescimento de 79,58%.
  • Exportação de vinhos: 1 milhão de litros, alta de 37,7% frente ao ano anterior.

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