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Dieta com zero carboidrato tem ganhado adeptos em São Luís

A tendência, tem se tornado a saída para eliminar peso e caminho para saúde preventiva, segundo especialista

Sol Lago, perdeu 12kg com a dieta (Foto: Karlos Geromy/ O Imparcial)

A dieta cetogênica, além de ter mudado o estilo de vida da jornalista Sol Lago, de 39 anos, ajudou a equilibrar a saúde, fazendo com que ela controlasse o peso por causa de um problema na coluna e suspendesse o uso de medicamentos para hipertensão. Há seis meses, ela encarou a dieta que restringe o consumo de carboidratos e conseguiu perder 12 quilos. Esse tipo de dieta é focada no baixo consumo de carboidrato, mais restrita que a low carb, que permite o consumo em geral de cerca de 150g de carboidrato. Na cetogênica, esse consumo cai para 50g, quantidade que impede o armazenamento de gordura.

“O meu impulso para seguir a dieta foi excesso de peso por causa da hérnia de disco. Fiz a cirurgia em novembro e em dezembro iniciei. Eu precisava perder o peso por causa da cirurgia. Sempre tive dificuldades de me adaptar a outras dietas por causa dos horários para comer, dos grupos de alimentos, do preço de alguns itens e eu achei essa fácil, pratica e só precisei entender o que eu não vou comer. E o que eu posso, consumo a vontade”, explica a jornalista.

Esse tipo de dieta é focada no baixo consumo de carboidrato, é mais restrita que a low carb, que permite o consumo em geral de cerca de 150g de carboidrato. Na cetogênica, esse consumo cai para 50g, quantidade que impede o armazenamento de gordura, como explica o especialista em cardiologia e estudioso da dieta low carb, Serafim Lopes.

Serafim Lopes(Foto: Karlos Geromy/ O Imparcial)

“É uma dieta que usa a fisiologia do corpo. Por ser de baixo carboidrato ela deixa de estimular o hormônio que armazena gordura como fonte de energia futura, que é a insulina, como não há estimulo, não acumula energia para o futuro que é a gordura corporal. Por dar preferência a gorduras saudáveis, nos temos mais energia, mais saciedade e consequentemente a pessoa que faz a dieta, vai sentir menos fome, porque não estimulamos esse hormônio chamado insulina e ficamos muitas horas sem comer”, explica.

Pesquisador do tema, ele já ajudou na elaboração de cardápios de restaurantes em São Luís, segue na orientação e acompanhamento de pessoas que seguem a dieta cetogênica. O plano alimentar da dieta cetogênica, retira da rotina de quem decide seguir a risca, os alimentos ricos em carboidratos. Por isso tem semelhança com a dieta low carb, mas foca no consumo daqueles que são ricos em gordura. Essa restrição faz com que o organismo queime de forma mais rápida, a gordura que está acumulada no corpo.

“A partir do momento que se restringe o carboidrato, você afasta toda a depressão da sua reserva de glicogênio hepático, a partir daí o corpo começa a aumentar os homônimos que vão buscar energia de outra fonte de carboidrato que é a gordura corporal. Essa gordura corporal começa a quebrar e cai na circulação sanguínea através dos corpos cetônicos e dai o nome cetose nutricional, que leva até os tecidos de forma a liberar energia e ai se da a dieta cetogênica”, acrescenta Serafim Lopes.

Praticamente não há restrições para quem quer fazer a dieta cetogênica, porém aquelas pessoas que tem algum tipo de doença aguda, devem primeiro tratar o problemas de saúde e só depois com orientação profissional começar a fazer a restrição de carboidratos. A dieta é considerada por quem a segue, um estilo de vida, porque foca no bem estar e principalmente na prevenção de doenças.

“Essa é uma dieta que predominantemente deve ser orientada por um médico, porque para as pessoas com doenças agudas e existem várias que contraindicam a dieta, por exemplo, o paciente que tem uma doença cardiológica instável, ele deve primeiro tratar a doença antes de começar a dieta. Essa dieta acima de tudo é baseada em a gente tentar fazer a pessoa mudar o estilo de vida e ter medicina preventiva. Nos sabemos hoje que essa dieta ela reverte esteatose hepática , previne a diabetes e alzhaimer. É ideal para a prevenção de diabetes e em alguns casos reversão permanente da diabetes enquanto a pessoa permanece nesse estilo de vida”, pontua.

Novos sabores

(Foto: Karlos Geromy/ O Imparcial)

O açúcar é um dos principais vilões desse estilo de vida. Substitui-lo por adoçantes, ou até mesmo cortar da rotina, assim como os alimentos que após a ingestão viram açúcar, não é tarefa fácil. As limitações na ingestão de alimentos, além de ajudar na saúde, também abrem um leque de possibilidades e novos sabores. “Nosso foco principal é saúde.

A nossa ideia, é mostrar para as pessoas quanto mal faz a ingestão exagerada do açúcar, da farinha de trigo, leite e de frutas e sucos. Nós estamos queremos mostrar que isso tudo, é estimulo excessivo ao grande hormônio que é a insulina, que não é um veneno, mas em excesso pode causar mal, porque aumenta o risco de câncer . Emagrecer é o efeito secundário, o efeito primário é a medicina preventiva e acima de tudo emagrecimento saudável e sem medicação e com atividade física associada sempre”

Sol, ao longo dos meses que segue a deita, foi descobrindo novos sabores e vendo que existem formas diferentes de preparar determinados alimentos, saindo das limitações e mesmice que existiam antes da nova rotina alimentar.

“Eu como hoje coisas que eu nunca comi em outros tipos de dieta, porque se tem muita aversão a gorduras, mesmo sendo as boas. Agora eu posso comer a gordurinha da picanha, linguiça, todos os tipos de queijo, porém uma das maiores dificuldades foi deixar de comer as frutas por causa do açúcar. Eu fui me envolvendo e comecei a preparar receitas de pratos que não posso comer, com ingredientes que eu posso consumir. Não é porque é dieta, que os pratos têm que ser ruins”, pontua.

 

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